Perdi a paciência e agora?

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Perder a paciência é normal e nenhum de nós está isento dessa realidade. Por isso, precisamos aprender, não só a nos controlar, mas também a reverter situações desagradáveis quando o inevitável acontece.

Confira algumas dicas do que fazer nesses momentos:


1. Respire e retome a calma

Isso pode acontecer quando já é tarde demais. Mesmo assim, volte o foco para a sua respiração. Quando fazemos isso, somos capazes de reverter nosso estado mental, pois a respiração auxilia na oxigenação do cérebro, o que é essencial quando chegamos ao nosso limite. Crie uma atividade com seus filhos parecida com "a regra dos 10 segundos" que deve ser implementada sempre que algum membro da família perder a paciência. Durante 10 segundos, TODOS (incluindo os adultos) devem respirar 10 vezes e somente, a partir daí, dar continuidade a interação.


2. Não tome decisões durante uma briga

Uma das regras mais importantes para pais e cuidadores é que nenhuma decisão seja tomada durante uma briga. Castigos, agressões e humilhações são muito comuns quando chegamos ao nosso limite, por isso, em momentos como esses, é preferível dar um tempo para você mesmo ao em vez de tentar "abraçar o mundo", em um momento de estresse. Quando necessário, garanta a segurança da criança e peça ajuda a outro cuidador para que você possa se retirar do ambiente.

3. Veja as coisas pelos olhos da criança

Imagine uma pessoa duas vezes mais alta do que o seu tamanho gritando com você. Péssimo né? Precisamos medir a proporção das nossas reações em relação ao comportamento dos nossos pequenos. Contrariar e testar as regras de convivência fazem parte do crescimento e, quando reagimos de forma desproporcional, acabamos cultivando o comportamento negativo em vez de auxiliar a criança a compreender que aquilo é inaceitável.


4. Evite que a situação se repita

Sempre que você perder a paciência é importante refletir sobre o assunto. Quanto mais vezes a criança testa uma situação, maior a probabilidade de que ela não esteja compreendendo como ela deve se comportar ou o que ela deve sentir sobre momentos como esses. Por isso, se pergunte:

  • De quem é a dificuldade em situações como essa? Minha ou da criança?
  • Para quem eu estou resolvendo este problema? Para mim ou para a criança?
  • Estou responsabilizando a criança por minhas necessidades (emocionais, físicas), que não estão sendo supridas?
  • Quando estou gritando e ameaçando meu filho, estou fazendo isso por não conhecer outros métodos para educar?
  • Como eu posso me preparar para evitar situações como essa?

5. Peça desculpas

Ninguém (nem você) merece ser agredido verbalmente. Por isso, é importante admitirmos quando estamos errados. Educar é uma tarefa árdua e, normalmente, só observamos o quanto fizemos após anos de dedicação e repetição. Uma das formas mais importantes de aprendizagem ocorre quando a criança reproduz o comportamento dos adultos ao seu redor. Por isso, ter a humildade para pedir desculpas, quando erramos, é uma aprendizagem não só para você, mas também para seu pequeno.


E você como contorna situações como essa em casa?

Conte-nos as suas experiências :)

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