Devo, ou não, compartilhar a cama com meu bebê?

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Essa é uma dúvida que sempre aparece durante os acompanhamentos que faço e por isso decidi criar esse guia para vocês!

Antes de mais nada, um aviso: essa é uma decisão que cabe apenas a sua família, após ponderar os prós e contras e entender qual a melhor solução para você e o seu bebê a responsabilidade de se você deve ou não usar esta prática é sua. 

Existem famílias e crianças que ficam muito bem compartilhando a cama, já em outros casos, o bebê ou até mesmo a família não se adaptam a compartilhar a cama.


Por isso reforço que este post é informativo e não um julgamento a o que é certo ou errado!


Vamos as perguntas mais comuns sobre a cama compartilhada:

Quais são alguns dos benefícios da cama compartilhada?

  • Estimula o aleitamento materno, tornando a amamentação noturna mais conveniente para a mãe o bebê; 
  • Torna mais fácil para uma mãe sincronizar o seu ciclo de sono com o do seu bebê; 
  • Ajuda o bebê a adormecer com mais facilidade, especialmente durante os primeiros meses e quando acorda no meio da noite; 
  • Ajuda os pais que ficam separados de seus bebês durante o dia a recuperarem a proximidade com o bebê.

O que dizem os especialistas que são a favor da cama compartilhada?

A conexão entre cama compartilhada e a Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSI) é pouco clara e o tópico ainda esta sendo investigado pelos especialistas. Alguns pesquisadores têm sugerido que isso pode reduzir o risco de SMSI, porque os pais e os bebês tendem a acordar mais vezes durante a noite e ficarem mais alertas, além de aumentar o vínculo pais&bebês.

Quais são os riscos relacionados a cama compartilhada?

  • O perigo de rolar por cima ou contra o bebê durante o sono profundo; 
  • Risco de sufocamento quando uma criança fica presa entre o colchão e a cabeceira, parede ou outro objeto; 
  • Asfixia resultante do bebê estar virado de barriga para baixo sobre um colchão ou em roupas de cama muito macias; 
  • Asfixia por objetos utilizados em excesso no ambiente de sono como travesseiros, cobertores, mantas, entre outros;
  • Estrangulamento pois bebês podem se enrolar nas roupas de cama;
  • Falta de arejamento adequado no ambiente de sono;
  • Super aquecimento do bebê.

O que dizem os especialistas que são a contra a cama compartilhada?

Tanto a Academia Americana de Pediatria (AAP) e a Consumer Product Safety Commission (CPSC) alertam os pais para não colocarem seus bebês para dormirem em camas de adultos, afirmando que a prática coloca em risco a vida do bebê por meio de asfixia ou estrangulamento. Outros relatórios sobre a morte súbita infantil da AAP sugerem que, sob certas condições, cama compartilhada pode aumentar o risco da síndrome, especialmente em camas compartilhadas em ambientes que envolvem pais fumantes, pais que ingerem alcoól ou drogas.


Quero dividir a cama, e agora?

Se você optar por dividir a cama com o seu bebê, sugerimos as seguintes precauções:

  • Sempre coloque seu bebê de barriga para cima para dormir; 
  • Sempre deixe a cabeça do seu filho descoberta durante o sono; 
  • Certifique-se que cabeceira da sua cama não têm aberturas ou recortes que poderiam prender a cabeça do bebê; 
  • Verifique se o seu colchão se encaixa perfeitamente na estrutura da cama para que seu bebê não fique preso entre a armação e o colchão; 
  • Não coloque o bebê para dormir em uma cama de adulto sozinho; 
  • Não use travesseiros, edredons, mantas e outros itens macios ou de pelúcia na cama próximos ao bebê; 
  • Não beba álcool, use medicamentos ou drogas que possam te impedir de estar consciente da presença do bebê; 
  • Não coloque sua cama perto de cortinas ou persianas;
  • Quando possível optar por berços que encaixam na lateral da cama ou usar um protetor como o da imagem abaixo.
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Independente de qual seja a sua decisão, entenda antes quais os prós e os contras para a sua família. O objetivo deste post é informar, mas a decisão é completamente sua com base no que deixa a sua família e o seu bebê mais confortável! 

Compartilhem estas dicas para incentivar esta prática de forma segura e saudável.