Siga o mestre: Permitindo que a criança a guie a aprendizagem.

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Você já brincou de siga o mestre? As regras do jogo são bem simples:

  1. O "mestre" é escolhido pelos participantes na primeira vez;
  2. Aquele que ganhar se torna o novo "mestre";
  3. Participantes devem seguir exatamente a ação que o "mestre" mandar;
  4. Só são válidos os comandos que começam com a frase "O mestre mandou...";
  5. Quem errar sai da brincadeira e fica sentado até a próxima partida.

Por exemplo:

  • "O mestre mandou.... Pular de um pé só!"

Então todos pulam de um pé só, e ninguém é desqualificado! 

  • "O mestre mandou... Colocar a mão direita na cabeça!"

Quem coloca a mão direita na cabeça continua na brincadeira. Quem coloca a mão esquerda na cabeça sai da brincadeira e espera!

  • "Coloque as mãos no chão!"

Todos os que ficaram parados continuam na brincadeira, pois o "mestre" não falou "mestre mandou!" antes da ordem. Assim, todos os que colocaram as mãos no chão são desqualificados e tem que esperar o fim da rodada :)


Você Já parou para pensar que a nossa forma de educar é muito parecida com essa brincadeira? 


Nós, "os mestres", sugerimos ações que, se a criança não executar corretamente, elas, da mesma forma que no jogo, são desqualificadas. 

Agora, vamos pensar um pouco sobre isso: Será que essa é de fato a melhor forma de educar?

Será que se invertermos os papéis não desenvolveríamos mais resistência ao que nos é dito?

Acredito que a resposta para essas duas perguntas é sim!


Claro que crianças precisam aprender a seguir e a respeitar regras e limites.

Porém, quando confiamos na capacidade da criança de nos guiar somos capazes de conquistar desafios de forma muito mais rápida e com impactos a long prazo (ao em vez de termos que lidar com comportamentos que parecem acontecer sempre! Mesmo depois de muita briga).

Algumas dicas para te ajudar com esta abordagem são:

  • Perceba os interesses da criança; o que ela está olhando? Com quais objetos ela está brincando? Sobre o que ela está falando? Aproveite estas observações para propor atividades educativas com este foco. Por exemplo, se o seu filho ama dinossauros porque não ensinarmos o dinossauro a não bater no irmão dele?
  • Use estes interesses para abrir a comunicação com seus pequenos; o que será que o dinossauro faria se ele não conseguisse descer da mesa sozinho? Será que a mãe do dinossauro não poderia ajudá-lo?
  • Permita que a criança escolha e conduza atividades da forma dela; existe a sua forma de executar atividades e existe o processo necessário para a criança aprender a fazer a atividade sozinha. Se você sempre fizer por ela para "economizar tempo hoje" acabará fazendo por ela por mais anos. Potencialize as habilidades da criança dando espaço para ela encontrar soluções. Por isso se o dinossauro decidir subir pelo escorregado e não pela escada do escorregador (e isso não apresentar riscos ou atrapalhar outras criança): permita!

Permitir que a criança te conduza no processo de aprendizagem, ao invés de criar uma relação de "o mestre mandou...",  é essencial para o desenvolvimento.

Ah, e sabe a melhor parte? A longo prazo, você vai estar economizando tempo, além de estar cultivando um relacionamento de suporte ao invés de um de pura dependência.


Espero que vocês tenham curtido o post de hoje! :)

Não se esqueça de compartilhar comigo como você incentivam seus filhos a conduzirem suas aprendizagem! Vou adorar saber mais sobre as suas experiências.