5 passos para introduzir a formula infantil após a amamentação!

image6-1-735x442.jpg

Independente da sua razão para introduzir a formula infantil na dieta do seu bebê, quero começar te garantindo que além do leite materno a formula é a melhor opção para nutrir e garantir o evolução saudável do bebê.

Anteriormente, acreditava-se que se a mulher não pudesse amamentar, ou prolongar a amamentação, ela deveria oferecer leite de vaca ou de cabra para alimentar a criança e que isso seria a transição mais adequada.


Porém, após muitos estudos e uma diminuição drástica na mortalidade infantil, ficou claro que ao cessar essa prática e substituir derivados animais pela formula, conseguimos reverter vários problemas que afetavam a saúde e desenvolvimento de bebês e crianças que necessitavam de um alimento mais completo quando não existe a possibilidade de oferecer o leite materno.


Por isso decidi escrever um post dedicado a introdução da formula infantil, após a amamentação, sem drama!

Mas antes (como você já pode imaginar), um aviso: qualquer alteração na alimentação infantil deve ser acompanhada por um especialista! Formulas infantis podem causar reações físicas no bebê e aflorar sensibilidades alimentares. Por isso consulte seu Pediatra ou um Nutricionista, durante este processo.

Agora vamos aos passos!


  1. Se informe. De acordo com a idade do seu bebê, qual é a recomendação para a quantidade diária que ele deve receber? Seu bebê apresentou alguma sensibilidade alimentar durante a amamentação? Qual é a melhor formula para o seu pequeno? Quais são as opções no mercado? Devo buscar alternativas orgânicas? Quais profissionais podem me auxiliar com este processo? Quais sinais preciso observar durante esta transição que podem sinalizar a necessidades de alterar a formula? Quem irá me auxiliar durante esta transição? Qual é o espaçamento adequado de refeições de acordo com a idade do meu bebê?  Todas estas são perguntas importantes e devem ser feitas antes de iniciar. Uma vez que você estiver informado sobre estes detalhes é muito mais fácil tomar decisões de forma objetiva e com maiores chances de boa aceitação.
  2. Crie uma rotina alimentar. Infelizmente muitas mulheres precisam voltar ao trabalho logo após o nascimento do bebê. Por isso, antes de resultar na introdução precoce de alimentos, devemos organizar a rotina alimentar da criança para que a mulher, se possível, consiga continuar estimulando sua produção de leite materno e suplementando com a formula nos momentos que ela não está presente. A rotina alimentar garante que os dois cenários e ameniza a ansiedade de muitas famílias que gostariam de prolongar a amamentação ou que gostariam de seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde que sugerem que alimentos sólidos devam ser introduzidos somente após o sexto mês de vida da criança. 
  3. Comece o processo com antecedência. Se você precisa voltar a trabalhar e já sabe a data, não espere até a última semana para iniciar o processo de organização da rotina e introdução da formula. Se organize para iniciar a introdução com até 4 semanas de antecedência. A introdução da formula pode alterar padrões de fezes, tornar o bebê mais irritável ou até causar reações alérgicas , por isso precisamos estar ciente de que se deixarmos para o último momento o processo pode acabar se tornando mais estressante do que necessário.
  4. Faça um estoque de leite para auxiliar na introdução da formula. No início da introdução, ofereça a formula misturada no leite materno. Por exemplo, se o seu bebê ingere 180 mls, faça somente uma medida de 30mls de formula e complete o restante com o seu leite. A cada 2 dias aumente a quantidade de formula e diminua a porção do leite materno até sei bebê se adaptar ao novo cheiro, sabor e textura.
  5. Evite alterações de formula durante o processo de introdução. O organismo precisa de cerca de 2 semanas para se adaptar a novos alimentos. Por isso, é importante lembrar que mudanças constantes de marca ou composição da formula infantil, podem gerar mais malefícios do que qualquer outra coisa. É esperado que o bebê tenha um aumento de gases, constipação, inquietação, alteração na textura das fezes, durante este processo inicial, e as mudanças de uma formula para outra podem prolongar ou até mesmo gerar ainda mais desconforto. Se informe antes de mais nada para diminuir as chances deste quadro acontecer. Se o bebê demonstrar reações mais graves consulte um especialista! Para mais informações sobre estas reações clique aqui.

Espero que vocês tenham gostado do post!

Deixe aqui sua experiência com esta transição.