Os 2 {maiores} mitos sobre ansiedade de separação infantil.

Mitos sobre a ansiedade de separação infantil

Existem momentos na vida de nossos pequenos que são marcados por mudanças no comportamento causadas pelo desenvolvimento.

Essas mudanças podem ser observadas nas seguintes situações:

  • Alterações nos padrões de sono;
  • Crises no comportamento;
  • Dificuldades em tolerar novas emoções e sensações;
  • Estranhamento com pessoas ou ambientes novos;
  • Regressões alimentares e comportamentais;
  • Entre outras.

Elas ocorrem devido as novas habilidades que bebês e crianças adquirem com o passar dos meses e/ou anos e nem sempre estão prontos para gerenciar.

A conscientização sobre as novas capacidades físicas e emocionais, motivam o bebê e a criança, a interpretar suas experiências com uma certa cautela e estranhamento assim causando reações que muitas vezes são desproporcionais a situação em questão.


Ouviu um não e de repente se viu inundado de sentimentos de frustração? Como resultado se jogar no chão, grita, chuta e repete o que quer! 

*proporcional? hum... acho que não! rs rs


Isso não significa que de fato eles estão sofrendo, e sim que estas novidades precisam ser exploradas com suporte e paciência sem a imposição dos julgamentos da vivência dos cuidadores.

Grande parte das nossas preocupações em relação a estas alterações de comportamentos passam pelo filtro das nossas vivências.

Sem querer, as crenças que formamos ao longo da vida, podem acabar deturpando o que de fato está acontecendo com o bebê ou com a criança, e sendo interpretadas como uma extensão das nossas limitações, vivências, e/ou carências.

Manter nossas experiências separadas é sem dúvidas um dos maiores desafios, pois existem medos e inseguranças que muitos de nós tememos passar adiante para nossos pequenos, mas que infelizmente temos dificuldades em superar.


Uma destas inseguranças, que impedem fortemente pais e cuidadores de ensinar e potencializar a aprendizagem, é o medo da quebra do vínculo, abandono ou ansiedade de separação.


Por isso listei abaixo os 2 maiores mitos sobre o assunto.

Mito #1: "Preciso evitar situações que resultem em separação para meu filho não se sentir abandonado." 

Nós aprendemos através de experiências. De acordo com o crescimento e com o aumento das capacidades da criança precisamos proporcionar momentos que permitam que nossos pequenos lidem com desconfortos controlados. Somente assim, conseguimos gradualmente diminuir o impacto da separação. Quando privamos nossos pequenos destas situações, cultivamos inseguranças e incertezas sobre como lidar de forma saudável com esse sentimento! Impedimos a conscientização da permanência de pessoas e objetos (mesmo quando elas não estão no mesmo ambiente), e distorcemos a percepção sobre o que de fato é o abandono. Em outras palavras, não existe uma maneira saudável de aprender sobre separação se o bebê ou a criança não forem expostos a períodos de distanciamento compatíveis com a idade e marco do desenvolvimento que ele se encontra.

Mito #2: "Ansiedade de separação e transtorno de ansiedade de separação são a mesma coisa."

Absolutamente não! Ansiedade de separação é marcada por períodos de mudanças no desenvolvimento infantil.

Estes marcos podem intensificar a percepção do bebê e da criança de acordo com as alterações em suas habilidades físicas e cognitivas.

Transtorno de ansiedade de separação raramente é observado em pequenos abaixo de 3 anos, a não ser que de fato, esta criança tenha sofrido algum tipo de maus tratos ou que ela tenha nascido com algum outro distúrbio que possa resultar neste transtorno.

Precisamos alterar a óptica em relação a este assunto pois mais e mais, bebês e crianças saudáveis, estão enfrentando dificuldades em adquirir as ferramentas necessárias para superar estes marcos de forma positiva.

Isso é resultado da triste realidade de que muitos de nós nos encontramos desamparados para compreender melhor estes assuntos. A falta de conhecimento relevante resulta em medos e superproteção desnecessária, que retardam o desenvolvimento de habilidade essenciais para o crescimento físico e emocional saudável.

O bom-senso sempre deve prevalecer! Quando nossas inseguranças começarem a interferir na nossa habilidade de conduzir a aprendizagem, é importante cuidarmos das nossas limitações sem espelhar nossas inseguranças na criança!


Espero que vocês tenham gostado do assunto.

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