Como ajudar crianças sem mães a passar pelo Dia das Mães

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O dia das mães é uma data altamente celebrada e exposta por todos os lados: em cartazes e outdoors, estampados nas vitrines, nas publicidades, no programa escolar. A data enaltece a figura materna e se reflete em um imaginário infantil sobre essa necessária figura. Nesse sentido, pouco é falado sobre a importância de termos um posicionamento de inclusão durante dias de celebrações como o dia das mães.


Independente da razão, nem todas as crianças têm uma mãe. Precisamos ser mais sensíveis ao fato de que esse dia pode gerar sentimentos desafiadores para muitos pequenos.


Por isso, criei uma lista com 5 maneiras para ajudar crianças a lidarem com a perda e/ou a falta de suas mães durante estas celebrações.

  1. Ofereça atividades que possibilitam a celebração de outras pessoas que fazem esse papel na vida da criança: seja a referência da criança o pai, a avó, o avô, a tia, o tio, converse com a criança para que ela possa escolher quem ela gostaria de incluir nessa comemoração. É muito doloroso e desafiador para uma criança compreender que porque ela não tem uma mãe presente, ela será escanteada durante as festividades. Uma certa flexibilidade é essencial para incluir todo tipo de família.

  2. Use os dias que antecedem o Dia das Mães para falar sobre a diversidade nas estruturas familiares. Explicar que mães são pessoas que cuidam independente delas carregaram ou não seus filhos é um bom começo. Esse ponto é essencial pois nem todas as famílias são formadas da mesma maneira. Algumas crianças são adotadas, outras criadas por familiares devido ao abano, em casos mais graves perderam a mãe, e todas essas distinções precisam ser conversadas para normalizar esse tipo de situação, e assim diminuir a exclusão e até mesmo o bullying que pode ocorrer como resultado da falta de preparo das crianças em relação a essa situação.

  3. Escute: adultos sempre têm as respostas prontas. Porém, isso desmotiva a verbalização da criança. Precisamos aprender a receber informações sem a ansiedade de resolver o sentimento da criança. Esses assuntos são extremamente desafiadores, até mesmo para nós, e isso afeta diretamente nossa disponibilidade para oferecer suporte. Escute e se faça presente. Nem sempre iremos escutar o que queremos ouvir, mas quando nós demonstramos interessados sobre o desconforto da criança, o acolhimento acontece naturalmente.

  4. Ofereça explicações adequadas para a idade específica de cada criança. Essa dica é muito importante pois, na tentativa de abordar certas situações, frequentemente oferecemos respostas que a criança não está pronta para receber. Se você tem dúvidas em relação a o que deve ser dito, devolva a pergunta para a criança e permita que ela chegue às suas próprias conclusões. Isso te dará uma visão melhor sobre o que ela está pronta para ouvir. Somente então formule suas respostas.

  5. Respeite a individualidade de cada criança: cada indivíduo lida com suas emoções de maneira diferente. Dependendo do relacionamento que a criança tem ou teve com a figura materna é comum observar crises no comportamento nos dias que antecedem essas datas. Por isso, esteja atento a possíveis mudanças na conduta da criança durante esse período. Esteja pronto para amparar de forma segura e acolhedora, pois certamente essa criança precisará de amparo.