Microbioma, alimentos sólidos e saúde intestinal (durante os 3 primeiros anos de vida)

Aprender sobre microbioma e as bactérias boas e ruins nos ajuda a entender como nossa alimentação pode nutrir e/ou destruir a diversidade da nossa flora intestinal

Aprender sobre microbioma e as bactérias boas e ruins nos ajuda a entender como nossa alimentação pode nutrir e/ou destruir a diversidade da nossa flora intestinal


A introdução alimentar é um assunto que gera muitas dúvidas, pois diversas competências e funções fisiológicas estão sendo trabalhadas ao mesmo tempo. Algumas delas são:

  • Consciência corporal

  • Relacionamento com a alimentação

  • Desenvolvimento motor fino e grosso

  • Aspectos de convivência social

  • Sistema digestivo e imunológico


A importância do microbioma foi uma descoberta extremamente recente e a ciência por trás desse aspecto do funcionamento do nosso organismo ainda se encontra em fase primária. Mesmo assim, estudos têm apontado o impacto da relevância de compreendermos melhor sobre como esses organismos que vivem em nosso intestino podem influenciar drasticamente nossa saúde física e emocional.

Mas afinal, o que é o microbioma?
Uma explicação simplificada do que é o microbioma seria: a população de vírus, bactérias e fungos que habitam o nosso corpo.

De acordo com o site Microbiology Society o microbioma é a comunidade de microrganismos que vivem juntos em um habitat particular. Os seres humanos, animais e plantas, solo e oceanos têm seus próprios microbiomas. Essas células contribuem diretamente na nossa saúde e no funcionamento do nosso organismo.

Por que precisamos falar sobre esse assunto?

Esse tópico é muito importante, seguindo a conclusão do The Human Microbiome Project: “as bactérias que colonizam a superfície e o interior de nossos corpos são essenciais para a vida. Somos dependentes dessas bactérias para ajudar a digerir nossos alimentos, produzir certas vitaminas, regular nosso sistema imunológico e nos manter saudáveis, protegendo-nos contra bactérias causadoras de doenças.”

Por essas e por outras razões precisamos aprender sobre como nossa alimentação pode nutrir e/ou destruir a diversidade da nossa flora intestinal.

Como essas informações afetam a introdução alimentar?


Existem diversas mudanças no microbioma quando os alimentos sólidos são introduzidos na dieta do bebê. Acredita-se que os primeiros três anos são os mais importantes, pois durante esse período estabelecemos nossa saúde intestinal. Efeitos desse período se estendem até a vida adulta.

Aprender mais sobre as bactérias boas e ruins nos auxilia a identificar quais tipos de alimentos devem, ou não, ser apresentados nesse período tão delicado e de impacto a longo prazo na saúde do indivíduo.

Existem algumas sugestões sobre quais são os melhores alimentos para auxiliar na saúde do microbioma durante a introdução alimentar.

A diversidade nos alimentos é um fator importantíssimo neste processo, pois são muitas as famílias de microorganismos que vivem em nosso intestino que necessitam de proteínas e fibras diferentes para alimentar o microbioma infantil e auxiliar em seu desenvolvimento


Como a introdução alimentar deve ser feita com calma e bastante cautela – para identificar possíveis alergias alimentares –, é essencial alcançar esses objetivos de maneira gradual.


Nem todos os alimentos são adequados para todas as idades, porém devemos ter em mente a importância de apresentar alimentos variados durante a introdução alimentar infantil para estabelecer a saúde e diversidade do microbioma.

Alguns exemplos de alimentos importantes para a saúde do microbioma são:

  • Alimentos fibrosos: banana, cenoura, brócolis, espinafre, lentilha, feijão, beterraba, aveia, arroz integral, amêndoas

  • Frutas: maçã verde, laranja, manga, morango, abacate

  • Vegetais: couve, aspargos, rúcula, repolho. No caso de vegetais, introduzir o maior número possível

  • Temperos: alho, cebola, açafrão da terra, manjericão, gengibre, alecrim

  • Derivados do leite: kefir, iogurte natural, queijos brancos

  • Proteínas animais: salmão, ovos

As informações sobre a importância de cuidarmos da nossa saúde digestiva vêm ganhando força e aparentam ter efeitos ainda maiores do que imaginamos.


Enquanto mais estudos são feitos em relação a esse assunto, precisamos reforçar a importância de diminuir o consumo de alimentos ricos em açúcar refinado, milho, frituras, soja, excesso de carne vermelha e comidas altamente processadas. Isso deve ser feito especialmente durante os primeiros 3 anos de vida, onde a base de saúde do microbioma infantil está sendo formada.

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